Me achava na berlinda do contentamento.
Via cores belas
Ouvia os cantos mais harmônicos.
Escrevi uma canção.
Fui te mostrar,
Você não veio
Sumiu entre as linhas do tempo-espaço
Imaginei sua volta.
Acordei para realidade.
A pintura que fiz de ti...
Era vivida.
Cheia de cores.
Mas não era você...
Então, acordei.
Te vi como era...
As cores se foram.
A Música era dissonante.
Um arranjo experimental
O Soneto era pra Outro.
As cores não eram para meus olhos míopes
Agora também daltônicos.
Vi tarde...
Mas vi.
Acordei de um sonho bom...
...agora procuro uma realidade melhor.